Descrição
Poeta é quem brinca de letra é uma ontologia poética da bobeira, que nos convida a pensar o superficial, banal, rasteiro, como o mais íntimo dos seres, a própria essência do existir. A pele é o que há de mais profundo. O ser da infância está na brincadeira, coisa boba. A grandeza da palavra está na metáfora, no uso desconcertante que o poeta faz, coisa boba. É no olhar, no toque, na palavra do outro que reconhecemos e acolhemos quem somos, entre cafunés e acalantos, coisas bobas. O amor não está nas grandes elegias, nos grandes atos, mas no toque útil, no olhar nervoso, nas mãos suaves, nas coisas bobas. É na bobeira que encontramos sentido para a existência. Com quatro exemplos: a infância, a alteridade, a poesia e o amor, Poeta é quem brinca de letra visa despertar a bobeira e fazer com que ela se debate contra tudo o que é considerado profundo, sério, cinza.





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