Descrição
Em Poemas de Quinta, Samyr Cruz nos convida a atravessar um território onde o íntimo e o brutal coexistem sem mediações. Seus versos não pedem licença: surgem ora como sussurro, ora como impacto, revelando uma escrita que recusa a neutralidade e se compromete com a experiência humana em sua forma mais crua e contraditória.
A obra percorre temas universais — amor, perda, infância, desejo, memória, tempo —, mas o faz por meio de uma voz singular, inquieta, que oscila entre a delicadeza e a ruptura. Há, aqui, uma poética que nasce tanto do afeto quanto do desconcerto, capaz de
transformar o cotidiano em símbolo e o caos em linguagem.
Ao longo dos poemas, o leitor é levado a reconhecer fragmentos de si: na saudade que não se resolve, no corpo que deseja, na dor que insiste, na esperança que, teimosamente, permanece. Não há promessas de conforto fácil, o que se oferece é encontro. E, às vezes, confronto.
Entre a memória e o instante, entre o gesto simples e a vertigem existencial, Poemas de Quinta afirma a poesia como espaço de resistência sensível. Um livro que não se limita a ser lido, mas que se experimenta, e que continua reverberando muito depois da última página.





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