Descrição
Em MISANTROPIA – OBITUÁRIO DO HUMANO, os poemas se encadeiam a costurar afetos desolados de uma subjetividade ferida e ferina que externa, por meio de um niilismo lírico, o espanto indignado face a um mundo caótico e desumano. A voz poética destila o veneno do desencanto ante os destinos da humanidade, ao passo que suas metáforas líricas tocam com a ponta dos dedos ou da língua as questões prementes da contemporaneidade: a guerra – sempre ela – regada pela desigualdade, opressão, injustiça e imensa crueldade. Salva-lhe (ao eu lírico) “esgrimar com as palavras…, parindo, verso a verso, do caos até o fim de tudo estas confissões” lançadas a cara dos que por ventura ou desventura, leiam-nas.





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