Descrição
Uma mãe dá entrada em um hospital em processo de parto e, em linguagem poética, lança aspirações e dores ao filho recém-chegado, desenvolvendo um diálogo catártico e psicanalítico sobre o amor materno protetor. Em estágios dilatados, expressa seu desabafo maternal, sufocado por um amor incondicional. É a sobrevivência de uma mãe, manter em si o olhar que não coube em seu existir. Trazer ao mundo sua experiência de amar, traduzida pela maternidade, em êxtase e dores que se misturam com um prazer sagrado, em pedaços do seu ventre amado. Mãe é identificação com o vazio do ventre desocupado, que é colocado para fora e não se dissolve sem prantos amargos. Eis o relato de uma mãe transbordada, derramando sua alma ao filho, seu terapeuta amado. O filho não coagula a experiência de sentir a náusea de um ser diagnosticado em dor, como uma louca varrida, leoa destemida, senhora do destino, que busca sua cura através de um afago inexplicável.





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