Descrição
Depois de sobreviver à primeira grande pandemia do século, um servidor público vive em uma cidade que insiste em negar os próprios traumas. Enquanto uma nova enfermidade, silenciosa e hereditária, começa a comprometer o discernimento coletivo, instituições deixam de reconhecer seus papéis, governantes transformam a mentira em método e cidadãos passam a tratar o absurdo como rotina.
Misturando romance, ensaio, crônica e alegoria, Pandemonia investiga a estupidez como fenômeno histórico e afetivo, perguntando de que modo sociedades inteiras passam a desejar aquilo que as destrói. Em uma prosa que alterna lirismo, ironia e reflexão filosófica, Afonso Silvestre constrói um retrato inquietante do Brasil contemporâneo — e, ao mesmo tempo, considerações, contemplações e
elucubrações sobre memória, poder, medo e resistência.





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