Descrição
No Rio de Janeiro do início dos anos 2000, a vida discreta de Rafael é abalada pelo envolvimento com Eva, uma colega de faculdade que insinua rastros de violências legitimadas por uma enigmática lógica existencial.
Movido pela atração e pela suspeita, Rafael é atirado a uma espiral de dúvidas e racionalizações que rompem a linha entre imaginação e realidade, precipitando-o a um assassinato brutal.
Narrado com tensão contida e lirismo introspectivo, Sombras Trêmulas conduz o leitor a uma jornada íntima pelas fissuras da subjetividade, onde desejo e linguagem moldam percepções e arrastam o espírito ao colapso.





Marianne Silva Freire –
De horizonte escatológico com padrões dançantes de enredo, Felipe constrói o que chamamos de literatura de peso, com camadas de fios clássicos de controles abertos, a obra Sombras Trêmulas e o seu “e vidili le gambe in sú tenere” carregam uma coletânea de sensações de fibra e cuidado, um livro bem estruturado enquanto tom e atmosfera, temos a qualidade do viés da boa escrita, sensibilidade e domínio técnico, o autor consegue tirar para trazer, colocar para filtrar. Como um ímpeto sem partir ao meio, íntegro, a abordagem limpa: “O que determina quais são os meios corretos, senão a capacidade de alcançar os fins?” , de ficção nada perene, temos um corpo crítico muito bem delineado para os compêndios da literatura contemporânea.
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